Confirmação ou Crisma está intimamente associada ao Batismo como o segundo sacramento da iniciação cristã. O seu rito consiste na imposição das mãos e unção com óleo (Crisma) feita na fronte, enquanto se pronunciam as palavras: "Recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo."
Na Sagrada Escritura lê-se que os Apóstolos impunham as mãos aos fiéis batizados e estes recebiam o Espírito Santo (At 8, 14-17; At 19, 1-6), a espístola aos Hebreus alude a este costume (6, 1s). São Paulo, referindo-se à iniciação cristã, fala do seio do Espírito (2Cor 1, 21s; Ef 1, 13; 4, 30).
Na Igreja dos três primeiros séculos a unção com imposição das mãos e invocação do Espírito Santo era praticada logo após o Batismo, de modo que não se distingüia propriamente do rito batismal. Somente nos escritos dos doutores do século IV (São Cirilo de Jerusalém, + 387, e Santo Ambrósio, + 397) aparece nítida a diferença entre Crisma e Batismo.
O sentido da Crisma há de ser depreendido da sua matéria típica, que é o óleo. Antigamente, antes das competições esportivas, os atletas eram ungidos, a fim de obter mais agilidade física e êxito na luta. Ora, o cristão também é ungido para que possa assumir, com fortaleza de ânimo, a peleja do testemunho (martyrion, em grego) da fé dentro de um mundo que tenta seduzí-lo para o mal. A Crisma é, pois, uma confirmação do Batismo; supõe o cristão chegando a maturidade e devidamente instruído a respeito dos deveres que lhe incumbem como seguidor de Cristo; em conseqüência, a Igreja exige hoje uma preparação adequada para tal sacramento, de modo que marque realmente a vida do cristão. Este, conforme São Paulo, é um atleta de Cristo (1Cor 9, 24-27; Gl 5, 7; Fl 2, 16: 3, 12-14; 2Tm 2, 5: 4, 7; Hb 12,1) e um soldado do Senhor (2Tm 2, 3s; 1Tm 1, 18).
Verdade é que os cristãos já receberam o Espírito Santo no Batismo, "renascendo pela água e pelo Espírito" (Jo 3, 5); na Confirmação recebem-no em vista de novo efeito, ou seja, para exercer a militância cristã com fidelidade. Jesus mesmo, ao prometer o Espírito Santo, realçava os efeitos de coragem e decisão que o dom de Deus suscitaria nos discípulos: "Quando vos conduzirem... perante os principados... não vos preocupeis; o Espírito Santo vos ensinará naquele momento o que havereis de dizer" (Lc 12, 12). Ou ainda: "Recebereis a força do Espírito Santo e sereis minhas testemunhas... até os confins da terra" (At 1, 8). Assim o sacramento da Crisma deve ser proporcionalmente, para cada cristão, o que Pentecostes foi para os Apóstolos: aprofundamento da fé, nova compreenção do plano de Deus e compromisso mais coerente com o Senhor Jesus.
Na Sagrada Escritura lê-se que os Apóstolos impunham as mãos aos fiéis batizados e estes recebiam o Espírito Santo (At 8, 14-17; At 19, 1-6), a espístola aos Hebreus alude a este costume (6, 1s). São Paulo, referindo-se à iniciação cristã, fala do seio do Espírito (2Cor 1, 21s; Ef 1, 13; 4, 30).
Na Igreja dos três primeiros séculos a unção com imposição das mãos e invocação do Espírito Santo era praticada logo após o Batismo, de modo que não se distingüia propriamente do rito batismal. Somente nos escritos dos doutores do século IV (São Cirilo de Jerusalém, + 387, e Santo Ambrósio, + 397) aparece nítida a diferença entre Crisma e Batismo.
O sentido da Crisma há de ser depreendido da sua matéria típica, que é o óleo. Antigamente, antes das competições esportivas, os atletas eram ungidos, a fim de obter mais agilidade física e êxito na luta. Ora, o cristão também é ungido para que possa assumir, com fortaleza de ânimo, a peleja do testemunho (martyrion, em grego) da fé dentro de um mundo que tenta seduzí-lo para o mal. A Crisma é, pois, uma confirmação do Batismo; supõe o cristão chegando a maturidade e devidamente instruído a respeito dos deveres que lhe incumbem como seguidor de Cristo; em conseqüência, a Igreja exige hoje uma preparação adequada para tal sacramento, de modo que marque realmente a vida do cristão. Este, conforme São Paulo, é um atleta de Cristo (1Cor 9, 24-27; Gl 5, 7; Fl 2, 16: 3, 12-14; 2Tm 2, 5: 4, 7; Hb 12,1) e um soldado do Senhor (2Tm 2, 3s; 1Tm 1, 18).
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