Jesus confiou à Igreja por Ele fundada a sua mensagem. Esta foi pregada de viva voz em primeiro lugar, e só aos poucos foi sendo ocasionalmente consignada por escrito. Disto se segue que a Palavra de Deus escrita (Bíblia) é inseparável da Palavra oral, que a berçou e continua a ressoar viva dentro da Igreja.
A Bíblia nasceu dentro da Igreja, não para substituir a Tradição oral herdada dos Apóstolos, mas para cristalizar pontos importantes dessa Tradição. Isto significa que a interpretação da Bíblia deverá sempre levar em conta o ensinamento vivo da Igreja, sem o que, as páginas bíblicas podem ser distorcidas para fundamentar as proposições mais contraditórias. O exemplo mais expressivo de como não se pode separar a Bíblia da Tradição oral é o Canon ou Catálogo da Bíblia: como podemos saber que há livros inspirados por Deus e quais são esses livros? - A própria Bíblia não define o seu catálogo; somente a Tradição viva da Igreja o determina.
É certo que a Igreja não está acima da Escritura nem é uma fonte própria de Revelação, toca-lhe apenas a função de entregá-la aos fiéis e interpretá-la, com a assistência do Espírito Santo. Resumindo tais concepções, dizia muito oportunamente Santo Agostinho: "Eu não acreditaria nos evangelhos se não me movesse a isso a autoridade da Igreja Católica" (Contra ep. Manichael 5, 6)
O cristão leigo, pela força do batismo, é chamado a testemunhar e anunciar a novidade do Evangelho a todos os povos e culturas. Ser missionário é muito mais que percorrer grandes distâncias, ir para outras terras. É a difícil viagem de sair de si, ir ao encontro do outro, ir ao encontro do marginalizado – o preferido de Jesus - e proclamar este mesmo Jesus e sua Boa Nova, à luz dos ensinamentos da Igreja.
domingo, 22 de maio de 2011
A Virtude Teologal da Caridade
No luminoso esquema de São João da Cruz sobre a escalada do Monte Carmelo, o grande místico nos fala que, na vida natural, o homem vai além de si mesmo mediante o exercício de suas faculdades naturais, ou seja, através da inteligência, ele pensa; através da memória, ele recorda; através da vontade, ele quer. Pois bem, na escalada da vida sobrenatural, a alma ergue-se para Deus pelo impulso da graça santificante. Mas a graça santificante, por sua vez, age através de suas faculdades sobrenaturais, que são as virtudes teologais. Quer dizer, pela virtude teologal da fé o pensamento abre-se para o mistério de Deus; pela virtude teologal da esperança sua memória apóia-se em Deus; pela virtude teologal da caridade sua vontade se une com a vontade de Deus.Tanto fé como esperança são virtudes da terra, virtudes peregrinas, porquanto no céu, ao contemplarmos o mistério no qual agora acreditamos, e ao entrarmos na posse da bem-aventurança eterna, tanto a fé como a esperança já não tem mais objetivo. Firme e inabalável se eternizará a caridade, que é lei a do tempo e a delícia da eternidade.Enquanto virtudes do tempo, virtudes peregrinas, tanto e fé como a esperança orientam-se para a prática quotidiana da caridade, para a prática religiosa, oração e testemunho de vida. Daqui a tarefa diária do cristão fiel, tal como a formula São João da Cruz: “semear amor lá onde não há amor, a fim de colher amor”. Isto porque, como conclui o doutro místico: “Na tarde da vida, serás julgado no amor”. Quer dizer, serás julgado sobre o amor de Deus e aos irmãos, serás julgado pelo Amor e serás julgado com amor.
As duas asas da Caridade Teologal
Segundo a bela expressão de Paul Claudel, a Virtude Teologal da Caridade está dotada de “duas asas”, cujo bater ao uníssono assegura o movimento ascensional da vontade do cristão, no processo de sua união com a vontade de Deus.A primeira é a asa do “amor a Deus sobre todas as coisas”, a segunda é a asa do “amor ao próximo, por Deus”. Ambas constituem a tarefa fundamental do batizado em sua vida terrena, a caminho da glória celeste.
O duplo mandamento, que Cristo veio anunciar com a sua Palavra e assegurá-lo com o seu testemunho, sua Vida, sua Morte e Ressurreição, revela a amplidão do amor de Deus para conosco na pessoa de seu Divino Filho. Enquanto lei do tempo e delícia da eternidade, a Virtude Teologal da Caridade, à luz da palavra e do testemunho de Cristo, comporta três dimensões: primeira, o amor que “desce” de Deus até o homem; segunda, o amor que “sobe” do homem até Deus; terceira, o amor dos irmãos “entre si”.
Estas três dimensões do amor evangélico são inseparáveis, síntese do grande mandamento do sermão da montanha.
Por Dom Dadeus Grings
As duas asas da Caridade Teologal
Segundo a bela expressão de Paul Claudel, a Virtude Teologal da Caridade está dotada de “duas asas”, cujo bater ao uníssono assegura o movimento ascensional da vontade do cristão, no processo de sua união com a vontade de Deus.A primeira é a asa do “amor a Deus sobre todas as coisas”, a segunda é a asa do “amor ao próximo, por Deus”. Ambas constituem a tarefa fundamental do batizado em sua vida terrena, a caminho da glória celeste.
O duplo mandamento, que Cristo veio anunciar com a sua Palavra e assegurá-lo com o seu testemunho, sua Vida, sua Morte e Ressurreição, revela a amplidão do amor de Deus para conosco na pessoa de seu Divino Filho. Enquanto lei do tempo e delícia da eternidade, a Virtude Teologal da Caridade, à luz da palavra e do testemunho de Cristo, comporta três dimensões: primeira, o amor que “desce” de Deus até o homem; segunda, o amor que “sobe” do homem até Deus; terceira, o amor dos irmãos “entre si”.
Estas três dimensões do amor evangélico são inseparáveis, síntese do grande mandamento do sermão da montanha.
Por Dom Dadeus Grings
O ateísmo contemporâneo
É fenômeno inédito em toda a história da humanidade.
Diversas são as modalidades do ateísmo moderno: vão de teoria filosófica (materialismo radical) até a atitude prática de quem ignora a Deus. Alguns sistemas ateus vêm a ser autenticas profissões de fé na matéria, à qual são atribuídos predicados divinos: a existência por si, a eternidade, a necessidade absoluta...
Na verdade o ateu não pode provar que Deus não existe; o ateísmo resulta de uma opção voluntária; o homem se faz ateu porque quer, não porque tenha a evidência de que o ateísmo é verdade.
Entre as causas do ateísmo contemporâneo assinala-se:
1. A exaltação do homem com sua razão e sua ciência. O mito da ciência, “chave para todos os problemas”, empolgou indevidamente muitas gerações;
2. A psicologia materialista, que reduz a religião a uma atitude meramente subjetiva e ocasional do ser humano, sem que lhe responda a realidade objetiva de Deus;
3. O hedonismo ou a tendência ao prazer, que tem aberto os caminhos da permissividade e vem embotando as consciências frente aos valores transcendentais;
4. A deturpação da doutrina e da vida cristãs por parte dos próprios cristãos.
Qual a resposta cristã para o fenômeno do ateísmo?
1. O homem foi feito para o Bem Absoluto e Infinito, que é Deus. É em Deus que o homem encontra a plena realização das suas aspirações, de modo que não há oposição entre o desenvolvimento dos valores humanos e o culto prestado a Deus. Carl Jung afirmava: “Entre todos os meus parentes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de trinta e cinco anos de vida, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu em todos os tempos a seus adeptos; e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”(extraído do livro de N. da Silveira, Jung, vida e obra, 6ª Ed., PP 141s).
2. O homem, dotado de anseios para a Verdade e para o Bem como tais, é para si mesmo um problema insolúvel; só Deus lhe pode dar a resposta cabal. O homem é grande demais em suas aspirações para contenta-se definitivamente com a resposta de alguma criatura. É como uma agulha magnética que, atraída pelo Norte, só encontra repouso quando se volta para este (Deus).
3. Sem esperança numa existência póstuma, a vida presente se torna incompreensível. De modo especial o problema do mal pede o além, no qual restaure a ordem e implante a justiça, que são constantemente burladas nesta terra; se não há nada após a morte este mundo se torna absurdo, porque nele a injustiça e desordem moral frequentemente prevalecem impunemente sobre o bem moral; a iniqüidade e o cinismo não podem ser as palavras finais da história.
Como remédio ao ateísmo o cristão deve propor:
1. Correta exposição doutrinaria. A mensagem da fé nada tem a recear por parte da ciência. Ao contrário, a pouca ciência pode afastar de Deus, ao passo que muita ciência leva a Deus. É preciso que os cristãos conheçam bem o que professam, não apresentando como proposições de fé o que de fato não integra a fé;
2. Coerente conduta de vida. É necessário que os fiéis ilustrem sua mensagem com um comportamento adequado. O mundo de hoje é muito sensível a sinceridade ou a coerência dos pregadores, de tal modo que a mais bela e verídica doutrina, quando apregoada por quem não a vive, pouco ou nada lhe significa.
Diversas são as modalidades do ateísmo moderno: vão de teoria filosófica (materialismo radical) até a atitude prática de quem ignora a Deus. Alguns sistemas ateus vêm a ser autenticas profissões de fé na matéria, à qual são atribuídos predicados divinos: a existência por si, a eternidade, a necessidade absoluta...
Na verdade o ateu não pode provar que Deus não existe; o ateísmo resulta de uma opção voluntária; o homem se faz ateu porque quer, não porque tenha a evidência de que o ateísmo é verdade.
Entre as causas do ateísmo contemporâneo assinala-se:
1. A exaltação do homem com sua razão e sua ciência. O mito da ciência, “chave para todos os problemas”, empolgou indevidamente muitas gerações;
2. A psicologia materialista, que reduz a religião a uma atitude meramente subjetiva e ocasional do ser humano, sem que lhe responda a realidade objetiva de Deus;
3. O hedonismo ou a tendência ao prazer, que tem aberto os caminhos da permissividade e vem embotando as consciências frente aos valores transcendentais;
4. A deturpação da doutrina e da vida cristãs por parte dos próprios cristãos.
Qual a resposta cristã para o fenômeno do ateísmo?
1. O homem foi feito para o Bem Absoluto e Infinito, que é Deus. É em Deus que o homem encontra a plena realização das suas aspirações, de modo que não há oposição entre o desenvolvimento dos valores humanos e o culto prestado a Deus. Carl Jung afirmava: “Entre todos os meus parentes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de trinta e cinco anos de vida, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu em todos os tempos a seus adeptos; e nenhum se curou realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”(extraído do livro de N. da Silveira, Jung, vida e obra, 6ª Ed., PP 141s).
2. O homem, dotado de anseios para a Verdade e para o Bem como tais, é para si mesmo um problema insolúvel; só Deus lhe pode dar a resposta cabal. O homem é grande demais em suas aspirações para contenta-se definitivamente com a resposta de alguma criatura. É como uma agulha magnética que, atraída pelo Norte, só encontra repouso quando se volta para este (Deus).
3. Sem esperança numa existência póstuma, a vida presente se torna incompreensível. De modo especial o problema do mal pede o além, no qual restaure a ordem e implante a justiça, que são constantemente burladas nesta terra; se não há nada após a morte este mundo se torna absurdo, porque nele a injustiça e desordem moral frequentemente prevalecem impunemente sobre o bem moral; a iniqüidade e o cinismo não podem ser as palavras finais da história.
Como remédio ao ateísmo o cristão deve propor:
1. Correta exposição doutrinaria. A mensagem da fé nada tem a recear por parte da ciência. Ao contrário, a pouca ciência pode afastar de Deus, ao passo que muita ciência leva a Deus. É preciso que os cristãos conheçam bem o que professam, não apresentando como proposições de fé o que de fato não integra a fé;
2. Coerente conduta de vida. É necessário que os fiéis ilustrem sua mensagem com um comportamento adequado. O mundo de hoje é muito sensível a sinceridade ou a coerência dos pregadores, de tal modo que a mais bela e verídica doutrina, quando apregoada por quem não a vive, pouco ou nada lhe significa.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
A imortalidade da alma humana
A imortalidade decorre da espiritualidade da alma. Vejamos por quê:
1) A natureza mesma da alma humana
A morte é a dissolução do ser vivo. Ora a alma não pode dissolver-se por si, porque não é composta de partes, mas é simples, como todo espírito é simples ou isento de composição. Por isto a alma humana, uma vez criada, subsiste para sempre, mesmo fora do corpo (do qual ela não depende para existir). Só poderia deixar de existir se Deus, que a criou, a quisesse aniquilar; todavia julga-se que Deus não aniquila nenhuma de suas criaturas (embora o possa), pois isto seria uma espécie de contradição; além disto, seria algo injusto, porque tornaria impossível a aplicação das sanções merecidas pelo ser humano nesta vida.
Concluímos, pois, que a alma humana é naturalmente imortal e não deixa de usufruir desta sua prerrogativa, pois Deus não subtrai às criaturas o que lhes outorgou como atributos próprios.
2) O desejo natural
Todo homem deseja existir sem limites de duração. Este desejo se deriva da própria natureza do homem; não depende de alguma forma de cultura. Ora, tal desejo não pode ser frustrado ou vão; se o fosse, a natureza seria contraditória e absurda. Mais: ela suporia o Absurdo na sua origem, pois teria sido feita para a vida, e a vida sem fim, mas não teria a capacidade de usufruir da imortalidade. Por conseguinte, a alma humana há de ser imortal, a fim de poder fluir da plenitude da vida à qual ela naturalmente aspira.
Questiona-se, porém que, se tal argumento é válido para alma, há de ser válido também para o homem todo (composto de corpo e alma), pois o ser humano como tal deseja viver sempre.
Em resposta observemos: o desejo de imortalidade do homem (ou do composto de corpo e alma), embora seja natural, não é senão uma aspiração ineficaz, pois o composto humano tende naturalmente a desgastar-se; os órgãos corpóreos vão-se tornando ineptos para a vida, até estarem totalmente deteriorados. Nesse momento a alma separa-se do corpo. Ao contrário, o desejo de imortalidade da alma humana pode ser eficaz, pois a alma, não sendo composta, não se dissolve.
Sabemos, porém, pela fé, que o Senhor Deus quis conceber ao homem a ressurreição física, atendendo assim ao desejo natural de imortalidade do composto humano.
3) A sanção da justiça
Todos nós aspiramos ardentemente a justiça. Contudo a justiça na vida presente é precária. Freqüentemente as pessoas retas são prejudicadas por praticarem o bem, ao passo que os iníquos são materialmente beneficiados pela perversão.
Ora, se a alma humana não fosse apta a sobreviver após a existência presente a fim de receber a sanção de seus atos, a justiça ficaria definitivamente prejudicada no caso de muitos homens. A história da humanidade terminaria com o triunfo (ao menos parcial) da injustiça e da desordem sobre a justiça e o bem. Ora, tais conseqüências suporiam um mundo absurdo e, na origem deste mundo, um princípio de contradição, conseqüências estas que não condizem com a ordem e a harmonia que se verificam em geral no universo. Daí é possível afirmar que a alma humana é por si imortal e, por conseguinte, apta a receber na vida póstuma a justa sanção, que muitas vezes na vida presente lhe é negada.
O que acaba de ser dito pode ser ilustrado pela verificação de certos fenômenos ocorrentes na natureza, que parecem excluir a frustração e o absurdo. Com efeito, se tenho olhos, é porque existe a luz, para o qual o olho é feito; se tenho ouvidos, é porque existem sons e melodias; se tenho pulmões, existe o ar que lhe corresponde; se tenho fome e sede, existem os alimentos de que preciso; se a agulha magnética se agita dentro da bússola, existe um pólo Norte (invisível sim, mas muito real) que o atrai. Analogamente se verifico em mim a sede espontânea e natural de certos valores ou mesmo do Infinito, posso estar certo de que tais valores e o Bem Infinito existem no Além, em correspondência a tais aspirações.
Assim se confirma a tese de que a alma humana é por si mesma imortal.
Fonte: meus estudos em Iniciação Teológica na Escola Mater Ecclesiae
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Caminho espiritual-pastoral para casais em segunda união
A Igreja não quer discriminar nem punir os casais em segunda união, mas sim, oferecer-lhes um caminho espiritual – pastoral adaptado à sua situação. Este caminho espiritual-pastoral é apontado claramente pela “Familiaris Consortio”. Este caminho pode ser chamado e é de fato um caminho espiritual-pastoral, muito rico de frutos espirituais de vida cristã, mesmo que o “status permanente” de segunda união e sem retorno seja uma situação “irregular”.
A Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”, 1981, de João Paulo II, no n. 84, exorta os casais divorciados a participar de um caminho de vida cristã que deve consistir em:
“Ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência... que se resume em "perseverarem na oração, na penitência e na caridade".
A Exortação Apostólica “Sacramentum caritatis”, 2007, de Bento XVI, no n.29, reafirma o convite de cultivar, quanto possível: “Um estilo cristão de vida, através da participação da Santa Missa, ainda que sem receber a comunhão, da escuta da Palavra de Deus, da adoração Eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos”.
1. A comunhão com a Palavra de Deus
Escutar é algo mais que ouvir. É atender ao que se diz. É ir assimilando e tornando pessoal o que foi dito. É algo ativo, não passivo. É uma abertura a Deus que a eles dirige a Sua Palavra. Por intermédio de Isaías ou de Paulo fala-lhes aqui e agora. Algumas vezes, esta Palavra os consola e os anima. Outras, julga suas atitudes e desautoriza seu estilo de vida, convidando-os para a conversão. Sempre os ilumina, os estimula e os alimenta.
A Palavra que Deus lhes dirige é sobretudo uma Pessoa: o Seu Verbo, a Sua Palavra, Jesus Cristo. Ele não se dá somente no Pão e no Vinho, mas está realmente presente na Palavra que nos é proclamada e que escutamos. Também a nós o Pai continua a dizer: “Este é o meu Filho muito amado: escutai-O”.
A leitura da Sagrada Escritura, acompanhada pela oração, estabelece um colóquio de familiaridade entre Deus e o homem, pois a Ele falamos quando rezamos, a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (DV 25). Este colóquio torna-se mais intenso pela “Lectio divina”, ou seja pela leitura meditada da Bíblia, que se prolonga na oração contemplativa. A Lectio é divina, porque se lê a Deus na Sua Palavra e com o Seu Espírito, pode ajudar os casais em segunda união na consecução de uma grande familiaridade não só com a Palavra, mas com o mesmo Deus.
2. A visita e a adoração ao Santíssimo Sacramento:
Jesus, sendo vivo e presente no Sacrário, pode ser visitado e adorado. Ele espera, ouve, conforta, anima, sustenta e cura. Por conseguinte, a visita e a adoração ao Santíssimo é um verdadeiro e íntimo encontro entre o visitante e o Visitado, que é Jesus. A visita e a adoração são uma escolha pessoal do visitante, e, acima de tudo, um ato de amor para com o Visitado. A simples visita ao Santíssimo transforma-se em adoração, que é o ponto mais alto desse encontro.
Os casais em segunda união são chamados e convidados para serem os adoradores do Santíssimo através da prática tradicional da hora santa, que muito os ajudará na espiritualidade, seja do grupo como também do próprio casal. A prática frequente da hora santa não é um opcional, por isso não se pode deixar facilmente de lado, pois ela é necessária para a perseverança.
3. A visita a Maria Santíssima: um conforto para o seu povo.
Se o próprio Jesus, moribundo na cruz, deu Maria como Mãe ao discípulo: “Mulher, eis aí teu filho” e a você discípulo como mãe: “eis aí, tua mãe!” (João 19, 26-27), é bom e recomendável que o casal em segunda união não tenha medo em fazer esta visita de carinho para receber conforto, força e consolação de sua Mãe. Essa visita pode ser feita numa capela dedicada a Virgem Maria ou em casa junto com a família ou na intimidade do seu quarto. Pensando nisso, é bom e confortável que o casal em segunda união não se esqueça de visitar, quantas vezes puder, Maria Santíssima.
Visitar Maria, a Mãe de Jesus, é ir ao seu encontro sem reservas, é entregar-se de coração a um coração que não tem limites para amar. Nossa Senhora em Medjugorie disse aos videntes e a nós seus filhos: “Se soubésseis quanto vos amo choraríeis de alegria”. Maria nos ama muito, como filhos queridos. O que ela mais deseja é ver seus filhos deixarem-se AMAR POR ELA. O seu desejo é o de seu Filho: salvar a todos. A Santíssima Virgem nos espera todos os dias, e ela sabe que quanto mais perto estivermos dela, mais perto ficaremos de Jesus, pois a sua meta é a de nos levar a Jesus.
4. Perseverança na Oração
O casal em segunda união é convidado para perseverar na oração. A oração pode ser pessoal, pode ser oração como casal ou como oração da família com os filhos, ou oração comunitária com os outros casais ou com outros fiéis.
5. Participação da Santa Missa: um encontro de amor.
O casal de segunda união, como todo bom cristão, considerando este amor infinito de Jesus, deve participar da Santa Missa com amor fervoroso, de modo particular no momento da consagração, pois é nesse momento que Jesus é vivo e presente.
Bento XVI, em recente discurso ao clero de Aosta, valoriza a participação dos casais recasados da Santa Missa mesmo sem a comunhão Eucarística. A esse respeito o Papa fez este lindo e confortável comentário:
“Uma Eucaristia sem a comunhão Eucarística não é certamente completa, pois lhe falta algo essencial. Todavia, é também verdade que participar na Eucaristia sem a comunhão Eucarística não é igual a nada, é sempre um estar envolvido no mistério da Cruz e da ressurreição de Cristo. É sempre uma participação no grande Sacramento, na dimensão espiritual, pneumática, e também, eclesial, se não estreitamente sacramental.
E dado que é o Sacramento da Paixão de Cristo, Cristo sofredor abraça de modo particular estas pessoas e comunica-se com elas de outra forma; portanto, elas podem sentir-se abraçadas pelo Senhor crucificado que cai por terra e sofre por elas e com elas.
Por conseguinte, é necessário fazer compreender que mesmo que, infelizmente, falte uma dimensão fundamental, todavia tais pessoas não devem ser excluídas do grande mistério da Eucaristia, do amor de Cristo aqui presente. Isso parece-me importante, como é importante que o pároco e a comunidade paroquial levem tais pessoas a sentir que, se por um lado, devemos respeitar a indissolubilidade do sacramento e, por outro, amamos as pessoas que sofrem também por nós. E devemos também sofrer juntamente com elas, porque dão um testemunho importante, a fim de que saibam que no momento em que se cede por amor, se comete injustiça ao próprio Sacramento, e a indissolubilidade parece cada vez mais menos verdadeira”.
O mesmo Sumo Pontífice também recorda que o sofrimento faz parte da vida humana e no caso dos casais em segunda união é “um sofrimento nobre”. O sofrimento é considerado, de uma certa maneira, como o oitavo sacramento.
Outros meios que auxiliam os casais em segunda união viver o caminho espiritual-pastoral:
A). Formação Pessoal e de Casal
É necessário para eles, como para todos os casais, uma formação pessoal e uma formação como casal, podendo participar da formação e da catequese que a paróquia ou outra realidade propõe para todos.
B). Grupos de Oração
O casal em segunda união tem a possibilidade de participar de grupos de famílias e de grupos de oração para a sua formação, como também para se ajudar mutuamente.
C). Obras de Caridade
O casal em segunda união, como todo cristão, deve empenhar-se nas obras de caridade organizadas pela paróquia ou por outras entidades, como voluntários... lembrando-se de que “a caridade cobre uma multidão dos pecados” (I Pedro 4,8).
D). Praticar a Justiça
O casal em segunda união pode e deve participar das iniciativas em favor da justiça.
E). Diálogo em família
O casal em segunda união como família procure viver o diálogo com os vários membros para que haja paz e colaboração; aceite fazer a vontade de Deus, sobretudo quando ela é difícil ou quando o sofrimento bater à sua porta; abra o seu coração aos parentes e aos vizinhos, aos colegas... especialmente em necessidade.
F). Viver no cotidiano a vida cristã
O casal em segunda união procure viver de maneira cristã a vida cotidiana no trabalho, em casa, no relacionamento com os vizinhos e com a sociedade: este é o caminho que os aproxima da salvação.
G). Um caminho espiritual valorizando a família.
O caminho de vida espiritual, comum a todos os casais, levará certamente o casal em segunda união a valorizar a importância da família também para o bem da sociedade; a valorizar a própria casa como lugar onde se constrói o Reino de Deus e se opera o bem imitando a Família de Nazaré.
Fonte: Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”, 1981, de João Paulo II, no n. 84 (texto retirado da rede)
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Para colaborar com os casais em segunda união na Arquidiocese de Porto Alegre existe há 20 anos o Grupo Bom Pastor, um serviço da Pastoral Familiar, objetivando o acolhimento e a evangelização dos casais em segunda união, proporcionando-lhes uma caminhada de evangelização e de vida familiar cristã, mostrando-lhes sua pertença a Igreja, buscando integrá-los à comunidade paroquial e, com isso, atender os apelos do Papa João Paulo II – de feliz memória – no documento “Familiaris Consortio” nº 84.
O grupo Bom Pastor é pioneiríssimo na experiência do acolhimento e evangelização de casais em segunda união no Brasil. Surgiu em 20 de maio de 1993 na paróquia Menino Deus, em Porto Alegre, através do impulso do Espírito Santo pelo padre Luis Francisco Ledur e pela Irmã Angelina Della Rosa,, sendo aprovada pelo então Arcebispo de Porto Alegre, Dom Altamiro Rossato e ratificado posteriormente pelo seu sucessor Dom Dadeus Grings.
Foi apresentada e acolhida pela Comissão Regional da pastoral Familiar Sul 3 (1996), pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar, pelos Seminários Nacionais de Assessores da Pastoral Familiar e Congressos Nacionais da Pastoral Familiar em 1996 e 2002, sendo considerado o mais “sério e mais maduro trabalho com casais em segunda união que se faz no Brasil”
O grupo Bom Pastor é pioneiríssimo na experiência do acolhimento e evangelização de casais em segunda união no Brasil. Surgiu em 20 de maio de 1993 na paróquia Menino Deus, em Porto Alegre, através do impulso do Espírito Santo pelo padre Luis Francisco Ledur e pela Irmã Angelina Della Rosa,, sendo aprovada pelo então Arcebispo de Porto Alegre, Dom Altamiro Rossato e ratificado posteriormente pelo seu sucessor Dom Dadeus Grings.
Foi apresentada e acolhida pela Comissão Regional da pastoral Familiar Sul 3 (1996), pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar, pelos Seminários Nacionais de Assessores da Pastoral Familiar e Congressos Nacionais da Pastoral Familiar em 1996 e 2002, sendo considerado o mais “sério e mais maduro trabalho com casais em segunda união que se faz no Brasil”
A Família Cristã
A família, conforme o Papa Bento XVI constitui um patrimônio da humanidade. Vale, pois a pena investir nela. Em primeiro lugar, no seu valor de unidade e de amor. Depois, na situação de sua precariedade atual. Encontram-se casais de segunda união, com enormes problemas pela frente. Toca-se ali numa chaga pastoral que deixa angustiadas muitas pessoas e se enfrentam crises capazes de sacudir a própria estrutura da família. Sabemos que o ser humano não é apenas indivíduo, ou seja, o indivíduo humano constitui uma abstração. Não corresponde à realidade humana. Desconhece seus relacionamentos e suas circunstâncias. Na verdade, o ser humano é família. Atingir um de seus membros é afetar toda a família. Costuma ser mais dolorosa a perda de um membro da família que a amputação de um membro do próprio corpo. Viver, na realidade, é conviver, o que vale dizer que quem não convive também não vive humanamente.
Olhando o conspecto histórico dir-se-ia ser difícil definir o que seja a família. Pergunta-se, por isso, mais especificamente não o que os homens dizem ou pensam ser a família, mas o que Deus nos revelou a seu respeito. Podemos partir do modelo da Sagrada Família - José, Maria e Jesus - e ampliá-lo para seu parentesco, de modo a, semiticamente, se falar dos irmãos e irmãs de Jesus, para designar todo o envolvimento familiar. É casal que se transforma em pai e mãe; são filhos e, conseqüentemente, irmãos e demais parentes, de linha reta e colateral. Em síntese, a família é relação de amor: amor conjugal, amor paterno-materno para com os filhos; amor filial para com os pais e amor fraterno entre os irmãos, para classificar a múltipla e complexa relação familiar.
Falamos, em conseqüência, de um tríplice parentesco; de consangüinidade, quando envolve o DNA; afinidade, que resultado casamento, entre parentes de um lado com os do cônjuge; e de espiritualidade, produzido pelos sacramentos, através do apadrinhamento. O primeiro é, sem dúvida, indissolúvel porque se baseia no sangue. O segundo sofre os revezes da instabilidade dos laços matrimoniais, e o terceiro se prende à firmeza da fé. A revelação divina nos certifica da indissolubilidade do matrimônio. Liga-a ao Sacramento e, por isso, a torna símbolo da união indefectível entre Cristo e a Igreja. O casal cristão, ao contrair o matrimônio, recebe uma graça especial que o configura por este amor indissolúvel à relação que existe entre Cristo e a Igreja. Visibiliza assim o amor que Cristo tem pela Igreja e vice-versa. Não pode, pois, ser mentiroso nem infiel.
A Igreja assumiu a realidade terrestre do matrimônio em tal profundidade que a tornou critério da vivência cristã de seus membros. Não admite, em seu seio, uma união conjugal que não se conforme a este ditame. Considera toda tentativa de outro modelo de família uma negação da identidade cristã. De outro lado, porém, a mesma família tem consciência, expressa pelo Concílio Vaticano II, de ser, ao mesmo tempo, santa e pecadora. Compõe-se de membros pecadores, que necessitam continuidade da misericórdia divina. Passa, por isso, para a vanguarda da a parábola do Pai misericordioso, do Bom Pastor, do Perdão até setenta vezes sete. Não é, pois, de estranhar que acolha, com especial carinho e cora pastoral, os casais de segunda união. Sabe que enfrentam problemas. Inclina-se sobre eles como o Bom Samaritano, para colocar lenitivo sobre suas feridas. O Papa João Paulo II, em sua exortação apostólica Familiaris Consortio, exorta vivamente os pastores da Igreja e toda a comunidade eclesial a acolherem com carinho a estes casais e abrir-lhes espaço em seu seio.
Dom Dadeus Grings - Arcebispo de Porto Alegre
terça-feira, 3 de maio de 2011
Carta ao agentes de Música Litúrgica do Brasil
Brasília-DF, 25 de setembro de 2008
ML – C – Nº 0845/08
A liturgia ocupa um lugar central em toda a ação evangelizadora da Igreja. Ela é o “cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força” (SC 10). Nela, o discípulo realiza o mais íntimo encontro com seu Senhor e dela recebe a motivação e a força máximas para a sua missão na Igreja e no mundo (cf. DGAE nº 67).
Há uma relação muito profunda entre beleza e liturgia. Beleza não como mero esteticismo, mas como modalidade pela qual a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor (cf. SCa 35). Unida ao espaço litúrgico, a música é genuína expressão de beleza, tem especial capacidade de atingir os corações e, na liturgia, grande eficácia pedagógica para levá-los a penetrar no mistério celebrado.
Acompanhamos, com entusiasmo e alegria, o florescer de grupos de canto e música litúrgica, grupos instrumentais e vocais, que exercem o importante ministério de zelar pela beleza e profundidade da liturgia através do canto e da música. Sua animação e criatividade encantam muitos daqueles que participam das celebrações litúrgicas em nossas comunidades. Ao soar dos primeiros acordes e ao canto da primeira nota, sentimos mais profundamente a presença de Deus.
Lembramos alguns aspectos importantes que contribuem para a grandeza do mistério celebrado.
1. A importância da letra na música litúrgica - a letra tem a primazia, a música está a seu serviço. A descoberta da beleza de um canto litúrgico passa necessariamente pela análise cuidadosa do conteúdo do texto e da poesia. A beleza estética não é o único critério. Muitas músicas cantadas em nossas liturgias estão distanciadas do contexto celebrativo. “Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; é necessário evitar a improvisação genérica e o canto deve integrar-se na forma própria da celebração” (SCa 42). Não é possível cantar qualquer canto em qualquer momento ou em qualquer tempo. O canto “precisa estar intimamente vinculado ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico” (DGAE 76). Antes de escolher um canto litúrgico é preciso aprofundar o sentido dos textos bíblicos, do tempo litúrgico, da festa celebrada e do momento ritual.
2. A participação da assembléia no canto - o Concílio Vaticano II enfatiza a participação ativa, consciente, plena, frutuosa, externa e interna de todos os fiéis (cf. SC 14). O canto litúrgico não é propriedade particular de um cantor, animador, ou de um seleto grupo de cantores. A liturgia permite alguns momentos para solos (tanto vocais quanto instrumentais), porém a assembléia deve ter prioridade na execução dos cantos litúrgicos. O animador ou o cantor tem a importante missão, como elemento intrínseco ao serviço que presta à comunidade, de favorecer o canto da assembléia, ora sustentando, ora fazendo pequenos gestos de regência, contribuindo para a participação ativa de toda a comunidade celebrante.
1. A importância da letra na música litúrgica - a letra tem a primazia, a música está a seu serviço. A descoberta da beleza de um canto litúrgico passa necessariamente pela análise cuidadosa do conteúdo do texto e da poesia. A beleza estética não é o único critério. Muitas músicas cantadas em nossas liturgias estão distanciadas do contexto celebrativo. “Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; é necessário evitar a improvisação genérica e o canto deve integrar-se na forma própria da celebração” (SCa 42). Não é possível cantar qualquer canto em qualquer momento ou em qualquer tempo. O canto “precisa estar intimamente vinculado ao rito, ou seja, ao momento celebrativo e ao tempo litúrgico” (DGAE 76). Antes de escolher um canto litúrgico é preciso aprofundar o sentido dos textos bíblicos, do tempo litúrgico, da festa celebrada e do momento ritual.
2. A participação da assembléia no canto - o Concílio Vaticano II enfatiza a participação ativa, consciente, plena, frutuosa, externa e interna de todos os fiéis (cf. SC 14). O canto litúrgico não é propriedade particular de um cantor, animador, ou de um seleto grupo de cantores. A liturgia permite alguns momentos para solos (tanto vocais quanto instrumentais), porém a assembléia deve ter prioridade na execução dos cantos litúrgicos. O animador ou o cantor tem a importante missão, como elemento intrínseco ao serviço que presta à comunidade, de favorecer o canto da assembléia, ora sustentando, ora fazendo pequenos gestos de regência, contribuindo para a participação ativa de toda a comunidade celebrante.
3. Cuidado com o volume dos instrumentos e microfones - em muitas comunidades, o excessivo volume dos instrumentos, como também a grande quantidade de microfones para os cantores, às vezes, não contribuem para um mergulho no mistério celebrado, antes, provocam a agitação interior e a dispersão, além de inibir a participação da assembléia no canto. Pede-se cuidado com o volume do som, a fim de que as celebrações sejam mais orantes , pois tudo deve contribuir para a beleza do momento ritual.
4. Cultivar uma espiritualidade litúrgica - os cantores e instrumentistas exercem um verdadeiro ministério litúrgico (SC 29). A celebração não é um momento para fazer um show, para apresentação de qualidades e aptidões. Os cantores e instrumentistas devem, antes de tudo, mergulhar no mistério, ouvir e acolher com a devida atenção a Palavra de Deus e participar intensamente de todos os momentos da celebração. Música litúrgica e espiritualidade litúrgica devem andar juntas, são duas asas de um mesmo vôo, duas nascentes de uma mesma fonte.
Invocamos as luzes do Espírito Santo sobre todos os agentes de música litúrgica de nosso país. Reconhecemos o valoro do ministério exercido a serviço de celebrações reveladoras da beleza suprema do Deus criador e da atualização do Mistério Pascal de Jesus Cristo.
D. Joviano de Lima Júnior, SSS
Arcebispo de Ribeirão Preto
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Nota: Sugiro a leitura do Documento nº 7 da CNBB que trata mais profundamente deste assunto: http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/134-documentos-cnbb?start=60
4. Cultivar uma espiritualidade litúrgica - os cantores e instrumentistas exercem um verdadeiro ministério litúrgico (SC 29). A celebração não é um momento para fazer um show, para apresentação de qualidades e aptidões. Os cantores e instrumentistas devem, antes de tudo, mergulhar no mistério, ouvir e acolher com a devida atenção a Palavra de Deus e participar intensamente de todos os momentos da celebração. Música litúrgica e espiritualidade litúrgica devem andar juntas, são duas asas de um mesmo vôo, duas nascentes de uma mesma fonte.
Invocamos as luzes do Espírito Santo sobre todos os agentes de música litúrgica de nosso país. Reconhecemos o valoro do ministério exercido a serviço de celebrações reveladoras da beleza suprema do Deus criador e da atualização do Mistério Pascal de Jesus Cristo.
D. Joviano de Lima Júnior, SSS
Arcebispo de Ribeirão Preto
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Nota: Sugiro a leitura do Documento nº 7 da CNBB que trata mais profundamente deste assunto: http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/134-documentos-cnbb?start=60
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